Uso indiscriminado e sem indicação médica de testosterona

Fonte: PORTAL UROLOGIA (Sociedade Brasileira de Urologia) em: 10 de julho de 2017

Aumento do hormônio pode causar infertilidade

O uso sem indicação médica de reposição de testosterona, o principal hormônio sexual masculino, é totalmente desaprovado pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). Infelizmente, o seu uso vem aumentando por homens que têm como principal objetivo ganhar disposição e massa muscular rapidamente. Os usuários mais frequentes são alunos de academias de ginástica e fisiculturistas. Alguns medicamentos são vendidos, ou melhor, deveriam ser vendidos, apenas mediante retenção de receita. No entanto, no nosso país muitas farmácias violam a lei e vendem injeções e géis de testosterona livremente.

Muitos desses usuários desconhecem seus efeitos colaterais indesejáveis. O aumento desse hormônio acima do nível normal pode elevar a concentração de células sanguíneas (hemácias) no sangue com risco de embolias, causar aumento das mamas acompanhado de dor (ginecomastia), aumento da glândula prostática e uma série de disfunções hormonais no organismo, que resultam até na atrofia dos testículos e, consequentemente, na diminuição da produção de espermatozoides e infertilidade.

O grande dilema do uso inadequado de testosterona é que desconhecemos se, uma vez terminada a administração das injeções ou géis, o testículo voltará a funcionar corretamente

O grande dilema do uso inadequado de testosterona é que desconhecemos se, uma vez terminada a administração das injeções ou géis, o testículo (principal produtor de testosterona do homem) voltará a funcionar corretamente. Além disso, não sabemos quanto tempo esta volta ao normal irá demorar.

Portanto, a SBU desaconselha e reprime severamente o uso sem prescrição médica de qualquer medicamento à base de testosterona. O seu uso está indicado nos casos de hipogonadismo, ou seja, nos homens que têm níveis baixos desse hormônio.

Dr. Faisal Augusto Alderete Esgaib
Dr. Faisal Augusto Alderete Esgaib

Dr. Faisal, médico formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPr)– Curitiba, no ano de 1992, com registro no Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul, CRM 3446

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