Doenças sexualmente transmissíveis (DST)

As DST antigamente eram conhecidas como doenças venéreas. A palavra venérea vem de Vênus, deusa da mitologia romana (na mitologia grega, existe a equivalente Afrodite). Vênus era considerada a deusa do amor e da beleza, motivo pelo qual relacionada ao sexo, ao sensual, ao erótico.

Existem várias doenças que formam parte das DST, a saber: gonorreia ou blenorragia; sífilis ou cancro duro; cancro mole; uretrites não gonocócicas como as provocadas pela Chlamydia; AIDS; hepatites B e C, etc.

Nos dias atuais, as DST estão comprometendo cada vez mais um maior número de pessoas devido às facilidades do mundo moderno, às mudanças do comportamento de ambos os sexos, ao uso da pílula, etc.

Para evitar uma DST, as pessoas não dispõem de muitos recursos, sendo o uso do preservativo ou camisinha praticamente o único dispositivo capaz de trazer alguma segurança ao ato sexual. E falamos em “alguma segurança” porque engana-se aquele que pensa que pelo fato de ter usado o dispositivo, já estaria totalmente seguro quanto a não contrair doenças.

Certamente o preservativo protege em bom grau as pessoas que praticam o ato sexual, tanto o homem que o veste, quanto a sua parceira/parceiro que deixa de ter contato com as secreções do seu companheiro. Mas não se esqueça de que o ato oral desprotegido transmite da mesma forma doenças a partir do contato da cavidade oral com as secreções do órgão masculino.

Agora, veja bem e preste bastante atenção para o seguinte fato: se um homem que pretende usar a camisinha, durante as fases preliminares que antecedem ao ato de penetrar pratica as carícias, toques, etc. e entra em contato com as secreções da sua parceira ou do seu parceiro e, se esta secreção (que já está na superfície da sua mão) estiver contaminada com bactérias ou vírus de alguma DST e na hora de vestir a camisinha for levada para a superfície interna do preservativo, já temos meio caminho andado para que contamine a pessoa que a está usando. Assim, mesmo que a penetração seja com o uso da camisinha durante todo o ato sexual, a pessoa terá a falsa impressão que está protegida contras as DST quando na verdade não terá qualquer proteção e poderá adquirir uma doença cujos sintomas irão se manifestar com a surpresa de quem não sabe o que pôde ter acontecido.

Não raro, nos consultórios temos pacientes que questionam ao urologista “doutor; não sei de onde eu peguei esta doença pois sempre uso preservativo”.

Tudo isto é fácil de se entender ao considerar que ninguém abandona o “campo de batalha” (cama) após as carícias preliminares dizendo à sua parceira/parceiro “amor…me espera e não foge, porque por recomendação do meu urologista vou lavar a mão para vestir a camisinha, pois eu toquei em você e as tuas secreções estão nos meus dedos”. Parece piada, mas não é. São situações às quais todos os valentes soldados estão expostos por ocasião de se encontrarem no campo de batalha nessa guerra que não tem vencedores, mas apenas combatentes.

Finalizo esta curta lembrando que, em relação à camisinha, podemos afirmar que “ruim com, muito pior sem”. Assim, nunca é por demais lembrarmos a máxima que trata do sexo seguro: “Sexo seguro é aquele que não se faz”.

Dr. Faisal Augusto Alderete Esgaib
Dr. Faisal Augusto Alderete Esgaib

Dr. Faisal, médico formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPr)– Curitiba, no ano de 1992, com registro no Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul, CRM 3446

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Postado por: PORTAL UROLOGIA em: 9 de Maio de 2016 O que